Em 2023, a retroalimentação de ataques a escolas a partir de sua cobertura pela imprensa, o chamando “efeito soluço”, foi tema amplamente debatido por veículos e pesquisadores. Embora a imprensa tradicional tenha se dedicado ao debate e à implementação de novos consensos e práticas editoriais para tratar do delicado tema, parece não ter cessado, junto a plataformas de comunicação menores, e até em operações de veículos tradicionais, a busca de engajamento através da publicação de conteúdos que expõem individualmente fatos e indivíduos, numa dinâmica que pode incentivar novos ataques.

Para discutir o tema e os desafios encontrados pelo jornalismo em seu enfrentamento, o grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade (JDL) realiza, em agosto, o seminário “Coberturas Jornalísticas dos Ataques às Escolas Brasileiras: tendências ao copycat jornalístico e as reações do campo”.

O evento terá como expositores Marcela Nunes (UFS), professora da Universidade Federal de Sergipe, e Guilherme Bento, estudante de graduação em Jornalismo da ECA-USP. A conversa tratará, entre outros temas, das pesquisas de ambos: Nunes investigou, junto ao Núcleo de Estudos da Violência, cultura juvenil da violência e sua relação com os ataques às escolas brasileiras e a cultura juvenil da violência; e Bento, em sua pesquisa de iniciação científica, tratou da cobertura dos ataques pelo jornalismo brasileiro. Os debates ficarão a cargo de Laura Mattos, jornalista da Folha de S. Paulo e pesquisadora do JDL, e a mediação será de Vitor Blotta, coordenador do grupo.

O seminário acontece no dia 27 de agosto, próxima quarta-feira, entre 14h00 e 16h30, no Auditório Freitas Nobre, do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP. Participantes receberão certificados.

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