Em palestra do grupo JDL- Jornalismo, Direito e Liberdade- realizada no dia 22 de junho de abril de 2016, o professor Eugênio Bucci discutiu as implicações no conceito (ou da ausência de um conceito) na prática e no ensino da profissão jornalística. Embora o número de escolas mascare a real problemática do ensino de jornalismo no Brasil, Bucci atenta para o financiamento da profissão no futuro e a inserção de novas ferramentas tecnológicas na redação.

Segundo o professor, todos esses desafios confluem, em sala de aula, para a questão básica e, hoje, multifacetada- o que é o jornalismo? Como professores podem apresentar um conceito da profissão que está constantemente sendo remodelada? Antes de propor sua abordagem conceitual, o professor traça, em seu artigo, uma linha histórica da assimilação do termo imprensa pela cultura política média no Brasil.

A defesa da suposta neutralidade e impessoalidade nos veículos brasileiros diverge da postura adotada na imprensa norte americana e européia, nas quais o jornalismo é visto sob a ótica de combate a usurpação de poder público e empresarial, desnude da hipocrisia e da mentira. A objetividade não deve ser dissidente da crítica, para o Eugênio.

A diluição de conceito do que é imprensa, também, está presente nas instituições representativas dos profissionais jornalistas, que acabam apenas refletindo esse indefinição penosa à profissão. Bucci exemplifica com o fato de assessores de imprensa serem considerados jornalistas por entidades, como a Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas). Instaurando, assim uma realidade de conflitos de interesse permeando a profissão.

O próprio Mec revalida essa confusão, ao usar a denominação assessoria em jornalismo. Termo impensável e errôneo, pois só é jornalismo se é independente. O professor sugere que sejam feitas perguntas mais enfáticas em relação à profissão. As Diretrizes curriculares nacionais para o curso de Jornalismo são uma forma, segundo o professor de iniciar uma conceitualização, embora ainda não dissocie completamente assessoria de jornalismo.

“Imprensa é por excelência lócus de conflitos múltiplos e constantes – não é, jamais, nem pode ser, um discurso vocacionado para a divulgação de marcas, a adulação ou a acomodação. Sem interesses feridos não há relevância. O jornalismo adquire vigor na sociedade democrática na medida em vocaliza expressões do dissenso.” (BUCCI,p.08)

Leia o artigo completa aqui: conceito-de-jornalismo-no-grupo-jdl-abril-2016

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